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Dobra · montador de landing pages

Uma ferramenta que monta a landing page a partir do que a empresa já sabe

  • AI Product Builder
  • Product Design
  • UI/UX Design
  • Produto em evolução
Editor de páginas da Dobra, com o quadro "Confira o que entendemos" aberto por cima

Desenhei e construí com IA uma ferramenta em que a marca, o produto e o conhecimento da empresa alimentam a IA que monta a landing page. Ela funciona, e eu estou refinando a jornada de quem usa pela primeira vez.

Em resumo

Montar uma landing page costuma começar do zero, com a marca num lugar, o material do produto em outro e a redação num terceiro. A Dobra reúne isso por área da empresa: cada marca guarda a identidade, cada produto guarda o que se vende, e a IA lê os dois antes de propor a página.

A pessoa edita a página no canvas, com 67 dobras (as seções) que assumem a identidade de qualquer marca. Quem não é designer tem um caminho guiado, e quem é tem controle sobre o que a IA lê e sobre as instruções que ela segue.

O produto roda localmente, com banco real, e ainda não foi publicado. A jornada da primeira landing page é a parte que eu considero em refino: fiz o diagnóstico, reconstruí o começo e ainda falta testar com quem nunca usou.

Meu papel

  • Product design
  • UI/UX
  • Design system
  • Front-end
  • Back-end
  • IA aplicada
  • QA

Ferramentas

  • Claude Code
  • Codex
  • Next.js
  • React
  • TypeScript
  • Tailwind
  • Supabase
  • Playwright
Contexto
Ferramenta interna, para áreas que montam landing pages
Prazo
6 a 19 de outubro de 2026 no código, depois de um protótipo de 1º de outubro
Natureza
Produto em evolução: roda localmente, publicação e jornada de primeiro uso em refino
Dados
As telas desta página usam dados de exemplo

Resultados

  • 67

    Tipos de dobra, prontos para qualquer marca

    Contados no código (`blockTypes`) e na biblioteca do app. Cada uma assume cores e fontes da marca pelos tokens do design system.

    Medido
  • 26

    Landing pages reais viraram páginas editáveis

    Convertidas a partir do código de LPs existentes, junto com 10 design systems extraídos. Número do registro do projeto, de 7 e 12 de outubro.

    Registro do projeto
  • 288

    Commits em 14 dias corridos

    De 6 a 19 de outubro, em 8 dias de trabalho, com 42 migrações de banco e 14 arquivos de teste de regras de acesso.

    Histórico do git
Editor da Dobra: configurações da seção à esquerda, a página no centro e a lista de seções à direita, com uma imagem já encaixada na seção selecionada
O editor: a página no centro, a estrutura ao lado e as opções da seção selecionada. O enquadramento da imagem vale por tamanho de tela.
Vitrine de marcas: a marca editada por último em destaque, com as páginas recentes, e três cartões em forma de pasta com a paleta do design system, páginas, produtos e a barra de identidade
Marcas: a identidade em sete partes acende parte por parte, para mostrar o que falta de cada marca antes de a IA escrever.

Quem monta a página não é, quase sempre, designer

A ferramenta atende pessoas de várias áreas da empresa, inclusive quem nunca desenhou uma landing page. Por isso o desenho parte de uma pergunta: o que a IA precisa ler para escrever a página certa, e quem precisa conferir isso?

Três ideias organizam o produto, e as três nasceram de decisões que mudaram de rumo no meio do caminho.

A página no centro

Comparei três modelos em protótipo (a página, o produto ou a biblioteca como centro) e escolhi a página. Marcas, produtos e conhecimento existem para servir a ela.

A IA propõe, a pessoa confere

Tudo que a IA entende de um site ou de um arquivo vira proposta, com a origem ao lado. Nada é salvo antes de a pessoa usar, editar ou descartar.

Dobras sem identidade própria

As seções são mantidas em código e só ganham cor e fonte quando recebem uma marca. Assim a mesma dobra serve a todas.

Como a Dobra funciona

A Dobra separa quem cuida do quê, para que quem monta a página não precise ser designer. Num desenho ideal, um designer cuida do design system, e alguém de go-to-market ou o responsável pela marca preenche o conhecimento da marca e do produto. É isso que a IA lê para não criar algo genérico.

E se não houver um designer ou o material não estiver organizado, o caminho é o mesmo: o design system nasce da leitura de um site ou de alguns materiais enviados, e a identidade da marca e o dossiê do produto são preenchidos a partir deles. A IA propõe, e a pessoa confere cada item antes de qualquer coisa ser salva.

Diagrama da arquitetura da Dobra: quatro blocos (design system, marca e produto, conhecimento e as 67 dobras) alimentam a IA, que gera uma proposta de estrutura e texto, uma página editável e a exportação para Elementor, HTML estático ou Conveyor
Arquitetura: quem cuida de cada parte, o que a IA lê e o que sai. Cada marca pertence a uma área da empresa e tem produtos e design systems.

Os papéis acima são o desenho pretendido. No app, cada marca e produto também tem responsáveis, e os acessos são por papel (Leitor, Criador, Editor, Admin).

O produto, em uso

Cada tela responde a uma pergunta de quem usa. As decisões que mais pesaram: como o conhecimento é organizado, quem governa o que a IA segue e como a página pronta se comporta em cada tamanho de tela.

Uma landing page montada na Dobra, do topo ao fim. É o que a pessoa recebe pronto para editar.

Conhecimento: pastas em primeiro lugar

Os materiais que a IA pode ler ficam em pastas por tema. Dentro de cada pasta, cada material é um quadradinho, e a leitura completa abre num pop-up.

A decisão por trás: Pedido durante os testes: o foco são as pastas, não os arquivos. A organização por tema responde "onde está o guia de oferta?" sem exigir uma lista longa.

Pastas de conhecimento por tema: copy e persuasão, estrutura de página, conversão e CRO, lançamentos, oferta e preço, fotografia e imagem, marca e voz e outros

Instruções da IA: texto em uso, com versão

Cada tarefa da IA (ler um site, extrair uma marca, montar a estrutura, tom em pt-BR, o que nunca inventar) tem seu texto editável, com limite de caracteres, prévia sem custo e versões. Só o Admin geral publica.

A decisão por trás: Quem responde pela IA precisa saber qual texto está em uso e poder voltar atrás. Versões imutáveis e uma prévia que não chama o modelo tornam a edição segura.

Instruções da IA: a lista de tarefas à esquerda e, à direita, o texto da instrução "Como ler um site", os botões de salvar rascunho, pré-visualizar sem custo e publicar, e a lista de versões
A mesma página em tablet, celular e desktop, sem sair do editor.

Capturas e gravações do app rodando em modo local, com dados de exemplo.

A jornada da primeira página ainda não está boa

Em 14 de outubro fiz um diagnóstico do caminho de quem chega a uma área vazia. O que encontrei: o mesmo link era pedido três vezes (para o visual, para a identidade e para o produto), a pessoa reescrevia o briefing à mão, o PDF não era aceito, e a tela mais importante morava num painel lateral de 480 px. Pela leitura do código, eram quatro esperas de IA antes de ver a primeira estrutura.

Reconstruí o começo em uma página só: fontes juntas (site, PDF, arquivos ou texto), leitura fonte por fonte, e um quadro "Confira o que entendemos", em que cada item mostra de onde veio e pede uma decisão: usar, editar ou descartar. Se a pessoa sair, o rascunho fica guardado.

O caminho sem material: cinco perguntas curtas levam ao quadro de conferência.

Confira o que entendemos

O quadro agrupa o que foi entendido em marca, produto e página. Cada item traz a origem, o motivo e três ações. Nada é gravado até a pessoa criar.

A decisão por trás: A confiança numa IA vem de poder ver de onde ela tirou cada coisa e recusar o que não serve. Este foi o princípio do diagnóstico: nada entra sem passar pelos olhos de quem usa.

Quadro "Confira o que entendemos" com a contagem de itens decididos por grupo e o primeiro item, o nome da marca, com origem, motivo e os botões usar, editar e descartar
  1. Antes

    Painéis e o mesmo link três vezes

    Visual, identidade e produto pediam as fontes de novo.

  2. 14/10

    Diagnóstico

    Doze problemas, com a gravidade de cada um e a evidência no código.

    Meu foco
  3. 14–15/10

    Começo reconstruído

    Página em modo foco, fontes juntas, quadro de conferência e rascunho retomável.

    Meu foco
  4. Falta

    Testar com quem chega

    Leitura com IA em sites e materiais reais, e o caminho com pessoas que nunca usaram.

O diagnóstico e os números dele estão nos documentos do projeto; o que falta testar consta no checklist.

Construído com IA, medindo o que a IA entrega

Construí a Dobra com IA em 14 dias, e cada frente passou por revisão antes de entrar: testes de regras de acesso no banco, scripts de verificação e um robô que mede o layout das dobras em três larguras.

Também medi a qualidade do que a IA escreve. Em 15 de outubro li, às cegas, três versões do mesmo texto para quatro briefings e escolhi seção por seção. Nenhuma versão inteira me convenceu, e a redação mais enxuta ganhou uma seção de vinte.

  • 7 de 20

    Seções escolhidas na versão atual do conhecimento

    Contra 5 da versão anterior e 1 da redação enxuta; 6 empates e 1 "nenhuma". Uma leitura por célula, sinal fraco.

    Teste às cegas
  • 50

    Scripts de verificação no repositório

    Verificações e testes de ponta a ponta, mais 14 arquivos de teste SQL para as regras de acesso.

    Contado
  1. 6/10

    Repositório

    Primeiro commit e importação dos dados do modo local.

  2. 7/10

    Dobras e IA

    Segunda leva de dobras, IA por briefing e redação pronta.

  3. 12–13/10

    Marca, produto, conhecimento

    A página no centro: marcas, produtos, pastas e biblioteca.

    Meu foco
  4. 14–15/10

    Primeira página e enquadramento

    Onboarding, instruções da IA e recorte por tamanho.

    Meu foco
  5. 19/10

    Passagem de infraestrutura

    Documento com o que falta para publicar.

O que eu levo daqui

Três coisas que eu faria de novo em qualquer produto com IA no meio.

Mostrar de onde a IA tirou cada coisa vale mais do que acertar mais.

O ponto central do diagnóstico foi a confiança: quem pode ver a origem e recusar um item usa a ferramenta com mais segurança do que quem só recebe o resultado.

Medir às cegas desmente a intuição.

A redação enxuta ganhou 1 seção de 20 e a versão atual ganhou 7. Medir seção por seção mostrou onde a IA acerta e onde ainda soa feita por IA.

Todo produto interno tem uma primeira vez.

A Dobra funcionava para quem já a conhecia. A jornada de quem chega a uma área vazia é onde o produto ainda precisa de trabalho.

O que eu faço agora

Terminar a jornada da primeira página: testar o começo novo com pessoas que nunca usaram a Dobra, medir quanto tempo leva até a primeira estrutura e só então publicar para as áreas.

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