Cortar e legendar vídeo em escala, sem precisar saber editar
- AI Product Builder
- Product Design
- UI/UX Design
- Branding

Cortar e legendar vídeo é a maior parte da edição que o time faz, e toma muito tempo. O Claquete já faz os cortes e a legenda e a pessoa só revisa. Eu fiz o produto, a interface e a marca do zero, em 2 dias.
Em resumo
Muita gente do time precisa editar vídeo todos os dias, e a maior demanda é a edição simples: cortar e legendar. Para quem não tem experiência isso leva muito tempo, e ainda mais quando precisa ser feito em escala.
O Claquete faz o primeiro corte e traz uma interface amigável para revisar, com presets de legenda. Se o vídeo é de uma marca já cadastrada, ele já vem pré-configurado. A pessoa faz pouquíssimos ajustes e confere se não houve erro. O tempo que sobra vai para outra tarefa, ou para editar vários vídeos em paralelo.
Ele nasceu de uma automação minha no Claude para edição de vídeo. Em 2 dias criei o produto, a marca e o handoff para o engenheiro, e foi para o ar. Virar produto deixou isso acessível a qualquer pessoa, inclusive a quem não usa IA. Segui o 80/20: comecei pela dor que está na maior parte da demanda e vou refinando e entregando o resto depois.
Meu papel
- Product design
- UI/UX
- Branding
- Front-end
- Design do mascote
- IA aplicada
- Handoff
Ferramentas
- Claude Code
- Next.js
- TypeScript
- Python
- FastAPI
- ffmpeg
- Whisper
- Better Auth
- Time
- Eu (produto, interface e marca) e o Chico (implementação e infraestrutura)
- Prazo
- 2 dias para produto, marca e handoff, no ar em 6 out 2026 · em evolução
- Contexto
- Ferramenta interna da Qeevo, com arquitetura pronta para virar SaaS
- Estado
- No ar para o time, com login Google por convite; novas edições em desenvolvimento
Resultados
2 dias
MedidoPara criar produto, marca e handoff, e colocar no ar
A automação de edição já existia desde 24 e 25 set. O Claquete, a marca e o handoff saíram em 5 e 6 out, e o modo servidor entrou em produção em 6 out. A semana seguinte foi de correções e ajustes.
até +40%
Teste em 1 vídeoMais coincidência do corte da IA com um corte feito à mão
Depois de ensinar à IA as regras de take que uso na edição manual. Medido pela sobreposição com o corte manual, em um vídeo, com o melhor modelo testado. É uma indicação, não uma média.
4 de 4
MedidoAnúncios já aprovados, reproduzidos idênticos pelo motor
Pelo teste de paridade do motor, que roda contra os quatro vídeos aprovados antes de cada mudança ser commitada.


O diferencial é o tempo, e quem pode editar
A edição que mais aparece no dia a dia é simples: tirar o erro, cortar a pausa e colocar legenda. Só que fazer isso à mão, vídeo por vídeo, consome o dia, principalmente de quem nunca editou. O Claquete existe para devolver esse tempo e para abrir a edição a quem não sabe editar.
A conta do 80/20 guiou a ordem de entrega: começar pelo que está na maior parte da demanda e deixar o resto para as próximas versões.
Já vem cortado
A IA sugere os cortes de erros, claquetes e pausas. A pessoa não começa do zero, só revisa.
Revisar é fácil
A interface mostra a fala inteira, com o que sai riscado, e qualquer pessoa corta ou mantém clicando na palavra.
Já vem configurado
Há presets de legenda e, se a marca já está cadastrada, o vídeo herda logo, fonte e estilo. Sobram poucos ajustes.
Não há medição do tempo economizado. O ganho vem do relato do uso no time.
Quanto mais contexto, menos erro
Como a IA entra no meio, ela pode errar. Por isso o Claquete compara o que foi falado com o que a campanha diz, e a chance de erro cai bastante quando a pessoa sobe o roteiro junto com o vídeo. Onde a fala não bate, ou a IA não tem certeza, ela avisa antes de aprovar.
Roteiro e fatos, junto com o vídeo
Ao subir o vídeo, a pessoa pode colar o roteiro do anúncio e os fatos da campanha, como valores, prazos e nomes difíceis. A IA compara o roteiro com a transcrição para escolher o melhor take e ver se os cortes fazem sentido.
A decisão por trás: São dois campos de propósito. Com o roteiro, a IA corta como improviso o que não está nele. Com os fatos, ela confere valores e prazos falados. Misturar os dois faria a IA cortar a fala inteira.

Fonte do campo de roteiro: pull requests #29 e #37 do repositório do projeto. O efeito do roteiro na chance de erro vem do relato do uso.
Três decisões de produto para uma IA em quem se pode confiar
A pergunta que guiou o projeto: como deixar a IA fazer a parte trabalhosa sem tirar da pessoa a decisão final?
Três decisões saíram dela, e as duas primeiras viraram regra do código, não só intenção.
A IA aponta, o código calcula
A resposta da IA traz o índice da palavra e a intenção, nunca o tempo nem o volume. Quem calcula é o código, com medidas tiradas dos vídeos aprovados.
A pessoa aprova cada etapa
Cortes, legenda, som e versão passam por uma conferência humana. Cada etapa só abre depois que a anterior é aprovada, e toda sugestão vem com o motivo.
As travas valem antes do render
Letras miúdas saem palavra por palavra como foram escritas, o estilo da marca não muda por vídeo e vídeo reprovado na conferência final não sobe.
Uma interface que quem nunca editou entende
A pessoa não precisa saber editar vídeo, mas precisa enxergar o que a IA fez e poder mudar. Em vez de uma linha do tempo de editor, cada etapa é uma conferência em palavras simples, com o motivo ao lado de cada sugestão e uma etapa de cada vez.
Cortes: a fala inteira, com o que sai riscado
A transcrição do bruto aparece na ordem da fala. O que a IA cortou fica riscado em vermelho, e clicar numa palavra corta ou mantém. A velocidade (normal, 1,1×, 1,25× ou 1,5×) acelera a fala sem mudar o tom.
A decisão por trás: Cortar lendo é mais rápido e mais seguro do que procurar na linha do tempo. O texto mostra o que sai, e o vídeo só entra para conferir.

Variações como grade, não como pasta de arquivos
Cada gancho, com cada conteúdo e cada CTA, vira um vídeo. A grade mostra todas as combinações e deixa marcar quais gerar.
A decisão por trás: Quem testa anúncios em escala quer comparar versões. A grade deixa claro o que existe e o que será gerado antes de gastar render.

A marca também saiu do zero, junto com o produto
Criei o nome, o logo e a identidade ao mesmo tempo que o produto, e isso conta tanto quanto a tela. Claquete é a placa que marca o início de cada take, e é também uma das primeiras coisas que o app corta do bruto: a fala "claquete, 1, 2, 3, ação" aparece riscada na tela de cortes. A assinatura "do bruto ao aprovado" diz o que a ferramenta faz.
A identidade se chama Giz: a lousa da claquete, com anotações escritas à mão. A interface é preta e branca, no claro e no escuro, e o vermelho só aparece com papel, como o pino do logo, a etapa atual e a marca de corte. A personalidade é ágil, brincalhona e precisa.


Um mascote, com hora certa para aparecer
A ferramenta é usada dezenas de vezes por dia e precisa sumir quando a pessoa está trabalhando. A graça ficou no vocabulário de set e em um mascote, o Claq, que nasce do próprio logo, aparece em momentos pontuais, no máximo um por tela, e ainda vai ganhar melhorias.
Sete humores, cada um com um lugar
Ele dá boas-vindas, ensina o próximo passo num estado vazio, corre enquanto algo processa, descansa quando tudo está em dia, assume o erro e comemora a aprovação final.
A decisão por trás: Cada humor tem um momento definido nas regras de uso, e o vermelho só aparece no pino e nos riscos de ação. Com "reduzir movimento" ligado, o aplauso da aprovação vira uma troca de cor.


Produto, marca e handoff em 2 dias, e no ar
Antes do Claquete eu já tinha uma automação de edição de vídeo no Claude, que só funcionava para quem sabia usá-la. Em 2 dias criei o produto, a marca e o handoff para o engenheiro, porque localmente já funcionava, e ele foi para o ar. A semana seguinte foi de correções de bug e ajustes.
Depois do lançamento, a engenharia seguiu em cima do que já estava no ar: o roteiro virou entrada da IA, e o corte passou a ser medido contra um corte feito à mão. O primeiro passo continua sendo garantir que o motor reproduz os vídeos já aprovados.
- 24 e 25 set
A automação
O estúdio local vira um motor empacotado que reproduz os vídeos aprovados, com a IA sugerindo pela ponte do Claude Code.
- 5 out
Produto, marca e handoff
Nome, identidade e plano de telas, front primeiro, e o handoff para a implementação. No mesmo dia, o deploy e o login com Google.
Meu foco - 6 out
No ar
O modo servidor entra em produção. Saem também os efeitos de legenda e as variações de gancho, conteúdo e CTA.
Meu foco - 20 e 29 out
Evolução
Regras de take no prompt, roteiro como entrada da IA, corte medido contra um corte à mão e campo de roteiro na tela.
Datas do histórico do repositório e dos pull requests do projeto. O balanço da semana seguinte, de correções e ajustes, vem do meu relato e dos pull requests de 6 e 7 out.
Em evolução: o que vem depois da edição simples
A edição básica é a dor maior, então foi o primeiro corte. A partir dela, o Claquete cresce em novos estilos de edição e em integrações, sempre com o mesmo fluxo: a IA sugere, a pessoa aprova.
Melhorar o que existe
Letterings mais interessantes, que retenham mais a atenção, prévia da legenda tocando o vídeo cortado, estilo da legenda por vídeo e logo para fundo claro e escuro.
Novos estilos de edição
B-roll, tela dividida e animações. Cortar um vídeo longo em vários curtos também está no plano.
IA e bancos de imagem
Ler o que a pessoa fala e gerar uma imagem com IA, ou buscar uma imagem que faça sentido num banco, e já colocar no vídeo. Mais integrações.
O roteiro vem do plano do projeto e do meu relato. Nada disso está pronto ainda.
O que eu levo daqui
Três coisas que eu faria de novo em qualquer produto com IA no meio.
Comece pela dor que é a maior parte da demanda.
Cortar e legendar é o que mais toma tempo, então foi o que entrou primeiro. O resto vem depois, em cima de algo que já funciona e já ajuda.
Quem confere precisa ver a dúvida da IA.
O princípio do produto é a IA mostrar o porquê. Em vez de entregar um resultado pronto, a tela aponta o que ela não tinha certeza, e a pessoa decide.
Testar com um vídeo real acha o que a revisão de tela não acha.
Rodar o fluxo inteiro com um vídeo de verdade achou problemas que só aparecem com material real, como uma correção de legenda que se perdia quando a frase caía entre dois blocos.
O que eu faria agora
Medir com o time o tempo do bruto à versão aprovada, para ter um número do que o Claquete devolve, e começar pelos novos estilos de edição: letterings, B-roll e tela dividida.